Ciência

O que é ciência?

A ciência é uma das maiores atividades humanas. É a contemplação da natureza e também muitas outras coisas. Algumas tentativas de definição da ciência:

Dicionário Aurélio

Ciência [Do lat. scientia.] Conhecimento. Saber que se adquire pela leitura e meditação; instrução, erudição, sabedoria. Conjunto organizado de conhecimentos relativos a um determinado objeto, especialmente os obtidos mediante a observação, a experiência dos fatos e um método próprio. Soma de conhecimentos práticos que servem a um determinado fim. A soma dos conhecimentos humanos considerados em conjunto. Processo pelo qual o homem se relaciona com a natureza visando à dominação dela em seu próprio benefício. Atualmente este processo se configura na determinação segundo um método e na expressão em linguagem matemática de leis em que se podem ordenar os fenômenos naturais, do que resulta a possibilidade de, com rigor, classificá-los e controlá-los.

Lorousse Cultural

Conhecimento, arte, habilidade. Conjunto organizado de conhecimentos relativo a determinada área do saber, caracterizado por metodologia específica. Conhecimento que se obtém através de leituras, de estudos; instrução, erudição. Conhecimento prático para uma dada finalidade.

O pensamento de Leonardo Da Vinci (1452-1519)

Na ciência da natureza, como na ciência do pintor, o homem "artífice" (semelhante a mente divina), deve descobrir o segredo da "artificiosa natureza", o que corresponde a caminhar da visão superficial para as "razões" da experiência e para a "necessidade" que liga os efeitos às causas, de forma a integrar-se ele próprio à causa. Integram-se assim, na sua "razão" criadora, as "razões" da experiência e as necessidades matemáticas que o olho da mente encontra ultrapassando o olho do sentido. Da Vinci escreve magnificamente sobre si próprio: "E impelido pela minha ávida vontade, imaginando poder contemplar a grande abundância de formas várias e estranhas criadas pela artificiosa natureza, enredado pelos sombrios rochedos cheguei à entrada de uma grande caverna, diante da qual permaneci tão estupefato quanto ignorante dessas coisas. Com as costas curvadas em arco, a mão cansada e firme sobre o joelho, procurei, com a mão direita, fazer sombra aos olhos comprimidos, curvando-me cá e lá, para ver se conseguia discernir alguma coisa lá dentro, o que me era impedido pela grande escuridão ali reinante. Assim permanecendo, subitamente brotaram em mim duas coisas: medo e desejo; medo da ameaçadora e escura caverna, desejo de poder contemplar lá dentro algo que fosse miraculoso". (Eugênio Garin, "Ciência e vida civil no renascimento italiano", Ed. Unesp, 1994, pg. 97).

Limites da ciência

Os limites compõem os contornos da ciência, a região delimitadora onde a ciência acaba e começa. Podemos dizer que é um espaço dinâmico e com várias formas, sem qualquer geometria ou topologia conhecida. A atual dinâmica da própria ciência se confunde com aspectos políticos e sociais das nossas organizações; certos aspectos da teoria da evolução de Darwin tocam outros tantos religiosos; a interface entre ciência e tecnologia, que é uma fronteira bem conhecida e que parece se mover com velocidade crescente; as novas ciências ou campos diversos de estudo, que por vias as mais diversas passam, com o tempo e aos poucos, a fazer parte da ciência, digamos, oficial, como vem por exemplo acontecendo com a psicologia, a sociologia, a medicina em geral, o estudo das línguas e muitos outros.

Futuro da Ciência

Trecho recente do discurso do Professor Moyses Nussenzveig, saudando os novos membros da Academia Brasileira de Ciências:

"Diz-se que, assim como o século XX teria sido o da física, o próximo será o da biologia. Não creio, será o da: BioFisicoQuímicaMatemáticaComputacionalTecnoSociologica! A Natureza ignora nossos preconceitos e recortes arbitrários. Também faz parte da mentalidade 'fin de siècle' anunciar o Fim da Ciência e o Fim da História. O Projeto Genoma, em que cientistas brasileiros deram uma bela demonstração de nossa capacidade de obter resultados da mais alta relevância quando dispomos de recursos, é apontado como etapa final da biologia. A descrição correta é a de Sydney Brenner: não se trata do começo do fim, mas do fim do começo, o começo de uma grande revolução na biologia e na medicina, que também vai requerer uma intensa participação das ciências sociais para abordar problemas humanos e éticos".

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