Buraco na Camada de Ozônio

O ozônio é uma forma de oxigênio com um átomo de oxigênio a mais na molécula - o oxígênio mais comum é o O2; o ozônio é o O3. Em baixas altitudes, ele participa da formação de poluentes, advindos de veículos a motor, termoelétricas, refinarias e lixões.

Ironicamente, em altitures mais elevadas, principalmente na estratosfera (camada da atmosfera que vai de 16 a 64 km de altura), o ozônio cumpre a função de bloquear radiações ultravioletas nocivas, vindas do espaço.

O ozônio estratosférico é atacado por algumas substâncias, como os compostos chamados clorofluorcarbonos (CFCs), usados em sprays, em certos tipos de extintores de incêndio, em equipamentos de refrigeração (ar-condicionado, geladeiras) e na fabricação de isopor.

Medições efetuadas por satélites mostravam, já na década de 70, que o ozônio na atmosfera estava diminuindo. Mas o famoso "buraco" foi descoberto pela primeira vez sobre a Antártida, em 1987.

A cada primavera antártica se notava uma acentuada diminuição da camada de ozônio. Pelo buraco, a superfície da Terra recebe mais radiação ultravioleta, que pode causar o surgimento de cânceres de pele e doenças nos olhos.

Mais recentemente, se notou que também houve diminuição na camada no hemisfério norte, sobre o Ártico.

Os pólos apresentam o buraco mais cedo, provavelmente por cauda da circulação do ar na atmosfera do planeta.

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Fonte: Vivência e descoberta em geografia, 7ª série / Scarbelli & Darós - Ed. renov. - São Paulo : FTD, 1996.

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