Principais Causas de Estresse em Acadêmicos de Enfermagem no 7º Semestre

MAIN REASONS FOR ACADEMIC ESTRESSE IN FOR NURSING IN HALF 7 th

Principales motivos por los académicos en estrés para enfermería en la mitad de 7 º

OLIVEIRA, Núbia Rodrigues de 1

COSTA, Regina Lucia de B. e S. 1

SANTOS, Letícia Rosa 2

RESUMO: O estresse é visto hoje em dia como um dos grandes problemas do século. Podemos observar inúmeras características de estresse em discentes de enfermagem, algumas em maior, outras em menor intensidade, dentre elas a angústia, taquicardia, distúrbios gastrointestinais, entre outras. O objetivo deste estudo foi identificar as principais causas de estresse em discentes do 7° semestre de enfermagem. Seguimos a abordagem qualitativa para a reflexão das questões que nos foram apresentadas na pesquisa. Participaram do estudo 20 discente, matriculados no 7° semestre de enfermagem de uma instituição de ensino superior no DF, às entrevistas foram realizadas individualmente, onde foi aplicada uma entrevista semi-estruturada contendo 11 perguntas relacionadas ao estresse. Dentre as várias informações obtidas, os fatores responsáveis pelo estresse dos discentes mais evidenciados foram àqueles relacionados à própria instituição, ao curso e ao trabalho de conclusão de cursos. Com base nas estratégias expostas pelos próprios alunos podemos evidenciadas que não é preciso que a instituição ou a coordenação do curso tenha que fazer grandes mudanças, basta atentar-se para a opinião dos discentes de uma forma geral, seja por meio de pesquisa de satisfação, ou conversando com o mesmo para que juntos obtenha-se desempenho pessoal e profissional facilitando o processo ensino aprendizado com melhor qualidade e satisfação do discente em estar cursando o 7° semestre de enfermagem.

PALAVRAS CHAVE: Enfermagem; Estresse; Estudantes de enfermagem.

ABSTRACT: The stress is seen today as one of the major problems of the century. We can see many features of stress in nursing students, some in larger, others a lesser intensity, among them the anguish, tachycardia, gastrointestinal disturbances, among others. The purpose of this study was to identify the main causes of stress in students from 7 ° half of nursing. We follow a qualitative approach to the reflection of the issues that have been made in the search. Study participants were 20 discente, registered in 7 ° half of nursing an institution of higher education in the Federal District, the interviews were conducted individually, which was applied a semi-structured containing 11 questions related to stress. Among the various information obtained, the factors responsible for the stress of the students were more evident to those related to the institution itself, to travel and to work for completion of courses. Based on the strategies outlined by the students themselves can not highlighted that we need the institution or the coordination of the course have to make major changes, just look up to the views of students in general, be it through search of satisfaction, or chatting with the same to get together to perform personal and professional education facilitating the learning process with better quality and satisfaction of discente to be taking the 7 ° half of nursing.

KEYWORDS: Nursing; Stress; Students, Nursing.

RESUMEN: El estrés es considerado hoy como uno de los principales problemas del siglo. Podemos ver muchas características de estrés en estudiantes de enfermería, algunos en mayor y otros en menor intensidad, entre ellos la angustia, taquicardia, trastornos gastrointestinales, entre otros. El objetivo de este estudio fue identificar las principales causas de estrés en estudiantes de 7 ° semestre de enfermería. Seguimos un enfoque cualitativo para la reflexión sobre las cuestiones que se han realizado en la búsqueda. Los participantes del estudio fueron 20 discente, registrada en 7 ° semestre de enfermería de una institución de educación superior en el Distrito Federal, las entrevistas se realizaron por separado, que se aplicó una entrevista semi-estructurada que contiene 11 preguntas relacionadas con el estrés. Entre las diversas informaciones obtenidas, los factores responsables de la tensión de los estudiantes eran más evidentes a los relacionados con la propia institución, para viajar y trabajar para la realización de cursos. Sobre la base de las estrategias esbozadas por los propios estudiantes no pueden destacó que es necesario la institución o la coordinación del curso tienen que hacer grandes cambios, sólo mirar hacia arriba a las opiniones de los estudiantes en general, ya sea a través de la búsqueda de satisfacción, o charlando con la misma se reúnan para llevar a cabo personal y profesional facilitar el proceso de aprendizaje con una mejor calidad y satisfacción del discente que se toma el 7 ° semestre de enfermería.

PALABRAS CLAVE: Enfermería; estrés; Estudiantes de Enfermería.

1. INTRODUÇÃO

A graduação em enfermagem é um curso que exige atenção dos alunos, no conteúdo que esta sendo ensinado pelo professor para que se tenha um bom entendimento e assim melhor compreensão (do estudo), que serão de grande valor no campo de estágio e na vida profissional. O processo de aprendizado em enfermagem é estressante, provocando um efeito negativo sobre a atuação acadêmica, saúde física e bem estar emocional (CERCHIARE et al 2005).

No Brasil, além da escassez de estudos epidemiológicos sobre a morbidade psiquiátrica em estudantes universitários, há carência de rigor metodológico e estatístico (CERCHIARE et al 2005). Através da pesquisa realizada, constatamos que a maioria dos alunos que estão matriculados na graduação de enfermagem exerce a profissão de auxiliar ou técnicos de enfermagem em hospitais da rede pública ou particular, e que ao chegarem à sala de aula estão na maioria das vezes exaustos, irritados e dispersivos por acumularem uma jornada de trabalho concomitante a uma carga horária em sala de aula.

O curso de enfermagem possui uma carga horária extensa que exige grande dedicação por parte dos alunos, que consequentemente exerce efeito negativo sobre o desempenho acadêmico. O termo estresse vem da física e neste campo de conhecimento tem o sentido do grau de deformidade que uma estrutura sofre quando é submetida a um esforço. Assim, ao pressionar com a ponta do meu lápis a borracha, que está a minha frente, posso ver que irá se formar uma pequena depressão. Isto acontece com a grande maioria dos materiais, sendo a deformidade de maior ou menor grau, conforme a dureza deste e o esforço a que está submetido (FRANÇA, RODRIGUES, 1996).

A realização deste trabalho nos trouxe certa dificuldade, pois são poucos os trabalhos científicos relacionados ao estresse de discentes de enfermagem. Explicar o significado de estresse e suas complicações fica mais fácil do que realizar um trabalho relacionado ao discente de enfermagem do 7º semestre de enfermagem. São apresentadas algumas discussões baseadas em estudos de autores que pesquisaram o tema deste artigo ou parte dele.

O primeiro pesquisador sobre o estresse foi Hans Selye, em 1936, que descreveu seu conceito e tem sido utilizado em pesquisas científicas, o estresse tem sido empregado como sinônimo de cansaço, dificuldade, frustração, ansiedade, desamparo e desmotivação. Tornou-se o responsável pela maioria dos males que nos afligem principalmente os relacionados ao estilo de vida urbano atual (MUROFUSE, ABRANCHES, NAPOLEÃO, 2005).

Segundo Baba et al (apud MANETTI e MARZIALE, 2007), a depressão é definida pelo prolongamento de sentimentos negativos e a incapacidade de concentração ou do funcionamento normal. A depressão esta presente na vida dos discentes, seja em maior ou menor proporção, em alguns interferindo até na sua condição de saúde.

O discente do 7º semestre da graduação em enfermagem deve estar sempre procurando atualizar-se e ir além do que é ensinado na sala de aula pelo docente, pois quando chega ao campo de estágio é importante que o discente saiba relacionar a teoria com a prática, evitando assim um desgaste para si e para o professor do campo de estágio, pois alguns docentes acham que o aluno já tem que ir para o estágio sabendo tudo e isso causa um conflito entre ambos. Na realização deste estudo, os entrevistados estavam tendo aulas teóricas e também em campo de estágio, além de cumprir carga horária de trabalho, isso torna evidente que essa combinação leva o discente ao estresse, pois as exigências podem constituir uma fonte de desgaste, frustrando suas expectativas e seus objetivos na graduação.

Segundo Hans Selye, que é médico endocrinologista e foi o primeiro pesquisador em estresse, é considerado o pai dessa linha de pesquisa, e utilizou este termo para denominar o conjunto de reações que um organismo desenvolve a ser submetido a uma situação que exige esforço para adaptação. Através de estudos percebeu-se que quando se submete um organismo a estímulos que ameaçam sua homeostase, ele tende a reagir com um conjunto de respostas específicas, que constituem uma síndrome, que é desencadeada independentemente da natureza do estímulo. A isto ele chamou de estresse (FRANÇA, RODRIGUES, 1996). Define-se estresse como força física ou psicológica que, quando aplicada a um sistema, é suficiente para provocar tensões ou distorções, ou quando muito grande alteração no sistema (TELLES FILHO, PIRES, ARAUJO, 1999).

Estressor é todo agente que produz estresse; conceito que posteriormente foi melhor especificado por outros autores, no sentido de defini-lo como qualquer agente físico, químico, biológico ou psicológico, tanto de natureza intrínseca quanto extrínseca do sujeito (CHAVES, 1994).

De acordo com Molina (1996), o estresse pode ser definido como o resultado de uma situação de tensão aguda ou crônica que causa alterações físicas e emocionais no indivíduo. Já Selye (1956), acredita que o estresse é o resultado natural da dificuldade de adaptação, na qual o organismo desenvolve reações adversas através do esforço contínuo de adaptar-se.

Este estudo visa investigar os potenciais efeitos negativos de estresse em acadêmicos de enfermagem que estão cursando o sétimo semestre de enfermagem, buscando conhecer o que mais aflige estes discentes, estabelecendo uma relação referente à queixa dos alunos.

O estudo se justifica e se faz relevante, pois os alunos ao se defrontar com agentes estressantes, mesmo aqueles que previamente tinham uma elevada auto-estima podem não mais sentir-se como indivíduos capazes e competentes, interferindo no seu desempenho acadêmico e como resultado, podem manifestar uma auto-estima diminuída. Dessa forma, acredita-se que as ações nesta área devam ser dirigidas a preservar ou até mesmo intensificar o controle que os indivíduos têm sobre si mesmos e os seus ambientes através da promoção de uma percepção positiva dos agentes estressantes e de uma resposta positiva a estes.

Como acadêmicas de enfermagem do sétimo semestre, vemos neste estudo uma oportunidade única, a de pesquisar as principais causas de estresse entre nossos colegas de graduação, podendo assim conhecer suas preocupações e temores e obter melhor entendimento sobre este estudo. Buscando embasar futuras melhorias na estrutura curricular do curso de enfermagem, assim como no manejo com os discentes, buscando diminuir o nível de estresse nos futuros formandos, e melhorando o aproveitamento acadêmico dos mesmos.

Na era atual o estresse tem sido muito evidenciado, pois se atribui a ele grande parte dos problemas atuais de saúde.

Desta forma, o objetivo deste estudo foi conhecer as situações de estresse vividas por discentes de enfermagem no sétimo semestre de enfermagem de uma instituição particular de nível superior em Brasília.

2. METODOLOGIA

Pela natureza do presente estudo optamos pela abordagem qualitativa por ser a mais adequada para responder aos objetivos desta pesquisa, uma vez que esta procura centrar a atenção na especificidade, no individual, almejando sempre a compreensão dos fenômenos estudados. Preocupa-se em conhecer as estruturas em que a experiência se verifica, sendo entendida como um método de compreensão e de reflexão sobre um tema (ESPERIDIÃO, MUNARI, 2004).

O projeto recebeu parecer favorável do comitê de ética em pesquisa da UNIEURO que é uma instituição privada de ensino superior na cidade de Brasília, formalizando assim as exigências éticas de um protocolo de pesquisa.

2.1 Instrumento de coleta de dados

Utilizando a técnica da entrevista semi estruturada para a coleta de dados, partindo da idéia de que a problemática levantada pode ser clarificada analisando as falas dos próprios sujeitos. Segundo Esperidião, Munari (2004), permite ao pesquisador orientar seus questionamentos sem a necessidade de uma seqüência rígida nas questões feitas, pois a direção é tomada a partir do conteúdo que emerge da fala do entrevistado, ao discutir o assunto em foco.

2.2 Participantes

O critério para a seleção dos sujeitos foi a disponibilidade voluntária em participar do estudo onde apresentamos e expusemos o tema do trabalho, e assim os participantes registraram seu consentimento em formulário próprio,respeitando os princípios da resolução 196/96 e as normas de pesquisa com seres humanos do conselho nacional de saúde (CNS). As entrevistas foram realizadas em abril de 2008 em sala de aula, nos horários vagos, em ambiente reservado gravado em MP3 e posteriormente foram transcrita. Foram ouvidos individualmente 20 discentes do 7º semestre de enfermagem de uma faculdade particular, cujo conteúdos foram submetidos a análise temática proposta por Bardin.

Está técnica consiste em descobrir os núcleos de sentido que compõem a comunicação e cuja presença, freqüência de aparição podem significar alguma coisa com o objetivo analítico escolhido (BARDIN, 2004).

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Procuramos estabelecer uma interação com os dados encontrados no processo de análise, seguindo sempre as etapas previstas pela técnica de análise de conteúdo (pré-análise, exploração do material e o tratamento dos resultados), pois nos proporciona mostrar de forma mais fidedigna o conteúdo expresso pelos discentes entrevistados. O resultado encontrado na pesquisa realizada pede um pouco de reflexão por parte de todos, pois o estresse hoje é um diagnóstico preocupante, seja em estudantes ou trabalhadores em geral, pois ambos encontram dificuldades em seus ambientes de estresse contínuo.

Recorremos à literatura e alguns artigos para melhor embasar os resultados, além de contribuir com a experiência de participar das entrevistas, mantendo assim um contato direto com o entrevistado. Alguns dos males citados anteriormente, foram relatados por nossos entrevistados na pesquisa realizada, inclusive a depressão que é um dos fatores mais evidenciados no estresse.

Foi constatado que, quando o aluno é colocado em contato com a aprendizagem prática para desenvolver determinados procedimentos aprendidos em aulas teóricas, este apresenta insegurança e temores, podendo chegar a manifestar sinais de estresse. Reações ansiosas ocorrem, também, por não estar habituado aos procedimentos específicos exigidos pela clínica e á rapidez necessária na execução das técnicas (SCHERER, SCHERER, CARVALHO, 2007).

No âmbito geral, podemos dizer que todos os entrevistados sentem-se estressados de uma forma ou de outra, seja com relação à Instituição, a coordenação, ao curso etc., portanto vamos apresentá-los e discuti-los em um contexto generalizado apresentando sempre os depoimentos dos discentes. Optamos por estabelecer três subtemas que melhor apresentam os resultados encontrados, que são os seguintes: Fontes geradoras de estresse nos discentes; Efeitos do estresse nos discentes; e Estratégias para enfrentamento ou melhoramento do estresse na visão do discente.

3.1 FONTES GERADORAS DE ESTRESSE NOS DISCENTES

3.1.1 Relacionadas à Instituição

É muito significativo à insatisfação dos discentes, pois no universo de 20 entrevistados, 14 disseram que se sentem estressados quando tem que recorrer à Instituição para resolver algum problema. A faculdade não é constituída somente dos discentes dos cursos de enfermagem do 7º semestre existem também outros cursos de graduação necessitando desta forma de um numero grande de funcionários para que o serviço não perca a qualidade, a população acadêmica tem aumentado cada vez mais e segundo os relatos os serviços oferecidos continuam os mesmos, sem expansão, sem funcionários suficientes para atender a demanda e isso tem se tornado uma fonte geradora de estresse. Alguns discentes relataram problemas junto ao protocolo já chegaram a perder aula para ficar esperando no local para ser atendido, pois tinha que resolver um problema e só dispõem do horário em que vai á Faculdade, que é à noite para resolver suas pendências.

As reclamações com relação à biblioteca também fazem menção ao atendimento, pois a fila é grande tanto para pegar quanto para entregar os livros. Também citaram que além de tudo isso, os livros disponíveis são poucos e o curso de enfermagem se expandiu muito e isso fez com que diminuísse o número de exemplares disponíveis, tudo isso gera muito mau humor e estresse segundo os discentes. Conforme depoimentos apresentamos a seguir as causas mais evidenciadas relatadas pelos discentes:

A morosidade de tudo que se precisa no protocolo ou financeiro. (D2)

Dificuldade em acessar os livros da biblioteca, não posso folhear o livro antes de pegá-lo. (D3)

Os laboratórios de enfermagem não têm a estrutura para uma grade como a nossa, o laboratório de anatomia é pior ainda, o corpo humano não é a mesma coisa que um boneco. (D4)

A falta de estacionamento. (D7)

A falta de organização da Faculdade. (D13)

A sobrevivência e o sucesso das instituições de Ensino Superior dependem do nível de satisfação dos discentes, em face aos serviços prestados a eles. As Universidades têm por natural desígnio responder as diversas necessidades externas e internas expostas a ela, tornando-se uma organização multifuncional no mercado, imprescindível na sociedade integralmente utilitária aos seus usuários.

Atualmente, vivencia-se uma fase de transição no Ensino Superior no Brasil, são mudanças estruturais, administrativas, acadêmicas, funcionais, entre outras. Isso não se pode negar. È necessário tomar conhecimento sobre essas mudanças e aceita-las ou não, de acordo com a especificidade da Instituição Superior. Torna-se necessário analisar as instituições de ensino superior (IES) como organizações prestadoras de serviços, por isso passaram a ter uma importância cada vez maior na economia. Porém, de nada adianta se os serviços prestados não forem de qualidade, pois a qualidade nos serviços é o fator que proporciona uma das maneiras de que seu prestador obtenha sucesso na fidelização dos discentes, destacando-se entre os concorrentes (FORTES 2007).

Portanto, se faz necessária uma avaliação geral em toda a estrutura dos serviços oferecidos aos discentes para que haja satisfação por parte dos mesmos e assim um serviço otimizado para todos.

3.1.2 Relacionadas ao curso

O curso de enfermagem é um curso em que o processo de aprendizado é estressante, pois as aulas teórico-prático exigem um pouco mais do discente. O perfil dos discentes entrevistados mostra de uma forma geral que a maioria deles além de estudarem também trabalham, e quase todos na área de saúde e tem carga de trabalho maior que 40 horas semanais. As causas mais destacadas nesses casos foram:

Sobrecarga de trabalho e provas, estágios, mudanças da data de estágio sem aviso prévio. (D3)

Campo de estágio, falta de organização e informação da coordenação, a carga horária é grande. (D16)

Trabalho de conclusão de curso, muita pressão, internato, provas, estruturação do curso. (D17)

Apresentação do TCC, cumprir hora na Faculdade e no estágio. (D20)

O estágio é muito estressante, além do difícil acesso aos professores. (D5)

Na área de saúde, constitui-se uma preocupação crescente dos diversos profissionais, o aprimoramento de conhecimentos técnicos e científicos visando qualificar cada vez mais o nível de assistência prestada ao cliente, família e comunidade (SOUSA E BARROS, 1996, apud GIACCHERO, MIASSO, 2006). Nesse contexto, podemos incluir o discente de enfermagem do 7º semestre que está no seu último ano da Faculdade e começa a perceber que está próximo de ser um profissional que terá que tomar decisões importantes sozinho sobre o cuidado com o outro, e isso é algo precioso que envolve todo o seu preparo até esse momento, todo conhecimento e informações adquiridas ao longo do curso estão prestes a ser colocadas à prova, talvez, por isso o discente esteja mais exigente em seus relatos, pois agora na faculdade ele tem a chance de buscar e não está sendo correspondido em suas perspectivas no que seria estar cursando o 7º semestre mais tranqüilo, organizado, melhor orientado, ou seja, menos estressante.

Segundo o ministério da educação e cultura (MEC) o curso de graduação em enfermagem deverá ter um projeto pedagógico, construído coletivamente, centrado no aluno como sujeito de aprendizagem e apoiado no professor como facilitador e mediador do processo ensino-aprendizagem. A aprendizagem deve ser interpretada como um caminho que possibilita ao sujeito social transformasse e transformar seu contexto. Ela deve ser orientada pelo princípio metodológico geral, que pode ser traduzido pela ação-refexão-ação e que aponta a resolução de situações-problemas como uma das estratégias didáticas (BRASIL, 2007).

Este projeto pedagógico deverá buscar a formação integral e adequada do estudante através de uma articulação entre o ensino, a pesquisa e a extensão/assistência. Assim, diretrizes curriculares e projetos pedagógicos deverão orientar o currículo do curso de graduação em enfermagem para um perfil acadêmico e profissional do egresso. A organização do curso apresenta uma característica comum a todos os entrevistados, que é a desaprovação da grade curricular a partir do 7º semestre e saber lidar com essa nova realidade do discente mais exigente. A coordenação do curso passa por um grande desafio, pois a maioria dos discentes acumula outras funções e esperam que o curso se adeque às suas necessidades.

3.1.3 Relacionadas ao Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)

A maioria dos discentes citou o pré-projeto como fator mais estressante, relataram a falta de tempo, ou seja, o pouco tempo que se tem para elaborar o pré-projeto, alguns acham que deveriam começar no 6º semestre, uma outra parte sente-se estressada ao ter que defender o pré-projeto, e a minoria citou o docente como gerador de estresse, pois alegam que não são bem esclarecidos em como elaborar/montar um pré-projeto, tendo em vista que nunca viram um. O fato curioso é que quase todos acham importante o pré-projeto. A seguir alguns relatos de discentes:

O tempo é muito pouco para formulação deste trabalho. (D7)

Se fosse apenas para entregar tudo bem, mas apresentar também?(D3)

A apresentação do pré-projeto acho muito importante. (D5)

A professora de TCC. (D9)

Para a conclusão de curso de graduação em enfermagem o aluno deverá elaborar um trabalho sob orientação do docente, trabalho esse que deverá utilizar metodologias e critérios para acompanhamento e avaliação do processo ensino-aprendizagem e do próprio curso, em consonância com o sistema de avaliação definido pela IES a qual pertence (BRASIL, 2008).

O TCC é um trabalho científico que segundo pesquisas foi criado em 1983 e passou a ser adotado por todas as IES do Brasil em todos os cursos, inclusive, nas pós-graduações que são concluídas em tempo menor que a graduação. Portanto, o TCC não pode ser extinto, mas sim cabe a instituição adotar métodos para melhor estruturação do mesmo, visando reavaliar as dificuldades encontradas a fim de proporcionar ao discente um final de curso menos estressante.

3.2 EFEITOS DO ESTRESSE NOS DISCENTES

3.2.1 Efeitos físicos

A partir dos dados coletados pudemos observar alguns sinais evidentes que caracterizam o estresse, dentre eles o cansaço, taquicardia, enxaqueca, dores cervicais, reações alérgicas, etc., se manifestaram em nossos entrevistados, dando assim mais evidência a pesquisa. Porém, a maioria dos discentes citou o cansaço e falta de ânimo como principal efeito físico, o que já era de se esperar pelo momento atual vivenciado por eles, tendo que conciliar várias tarefas. Citamos algumas das falas abaixo:

Sinto um cansaço exacerbado. (D3)

Falta de ânimo. (D9)

Problemas cervicais. (D12)

Crise de enxaqueca. (D17)

Taquicardia. (D20)

Segundo Wolff um dos fundadores e presidente da Sociedade Americana de Psicossomática apud França e Rodrigues 1996),já em 1952, demonstrava que os distúrbios da relação do homem com seu ambiente físico e psicossocial podem gerar emoções desprazerosas e propiciar reações de vários tipos, inclusive, doenças. Um de seus estudos merecem ser citados aqui: ao estudar a resposta do organismo humano há situações geradoras de insegurança e hostilidade percebeu que há um aumento do fluxo sanguíneo dos movimentos e secreção no estômago das pessoas.

Para Lennart Levy (apud FRANÇA e RODRIGUES, 1996), um grande número de estudos científicos demonstra que vários agentes ambientais e socioeconômico-culturais na sociedade industrial e urbana são potencialmente causadores de doença e o ser humano tem apresentado dificuldades de reagir de forma adequada.

As dificuldades dos estudantes em lidar com as emoções em uma situação conflitante, isto é, não conseguem elaborá-las ou representá-las por atos ou palavras manifestando-as através do corpo (CERCHIARI et al). A busca na literatura só veio a contribuir para a confirmação dos sintomas relatados pelos discentes, dando maior embasamento à pesquisa realizada.

3.2.2 Efeitos Mentais

Ao realizarmos as entrevistas, percebemos em alguns discentes alterações consideráveis, onde alguns se expressaram de forma agressiva ao relatar alguns fatos relacionados a entrevista. Uma grande maioria citou o cansaço mental, a insônia e o nervosismo como principais sintomas que acometem os discentes. Através dessas informações houve por parte das entrevistadoras uma busca científica que comprovasse os sintomas descritos relacionados ao estresse. Para melhor entendimento citaremos algumas falas:

Minha mente está super cansada. (D3)

Tenho nervosismo e esquecimento. (D9)

Tenho falta de concentração e tristeza profunda. (D17)

Me sinto ansiosa. (D12)

Fico nervosa com facilidade e perco o sono. (D13)

Em estudos relativos a estudantes universitários, detectou-se um prevalência de 14 a 19% de problemas surgidos em algum momento da vida acadêmica, em que ¼ dos alunos diagnosticados com algum tipo de doença psiquiátrica procurou atendimento, sendo que a depressão manifestou-se como distúrbio predominante (RINNER, HALIKAS e SCHUCKIT, apud CERCHIARI et. al, 2005).

Comparando o relato dos discentes com o estudo acima, percebemos que a depressão se destaca em proporção elevada na população estudada. As alterações das funções orgânicas, motora, secretora e de irrigação que se expressam através dos sintomas retro citados ocorrem em combinações múltiplas ao sabor das mais variadas situações de vida, ligadas a sentimentos de raiva, medo, dor, mal estar, fome, humilhação, depressão, desesperança, desalento, tristeza, melancolia, entre outros (FRANÇA E RODRIGUES, 1996).

Por experiência própria das entrevistadoras, podemos afirmar que o 7º semestre se caracteriza como o semestre mais estressante, deixando os discentes mais susceptíveis a descompensação emocional desencadeando possíveis alterações psíquicas consideráveis.

3.3 ESTRATÉGIAS PARA O ENFRENTAMENTO AO ESTRESSE PELO DISCENTE

3.3.1 Relacionadas à Instituição

Uma parte dos discentes sugere que para a melhoria nos serviços oferecidos pela Instituição poderá contribuir para melhorar esta situação geradora de estresse que envolve uma boa parcela da população estudada, vejamos a seguir o que na opinião dos discentes poderia ser melhorado:

Deveria melhorar o atendimento no protocolo e na rede de computação. (D9)

Disponibilizar mais livros na biblioteca. (D13)

Gostaria que a biblioteca fosse melhor estruturada. (D1)

Como podemos observar não há muita exigência por parte dos discentes, a Instituição deveria analisar a qualidade do serviço que está sendo oferecido, para que se encontre uma harmonia para a relação discente/Instituição.

3.3.2 Relacionadas ao curso

O que pudemos perceber ao longo desse período de entrevistas que os discentes do 7º semestre em sua maioria são pessoas com idade superior a 30 anos, estando muitos deles passando por períodos importantes e peculiares em suas vidas, o que torna esse momento de final de curso um pouco mais estressante, e isto é compreensível, pois, quem já passou e está passando por esse período pode ter noção do grau de estresse que é. Alguns discentes nos deram suas sugestões que acreditam aliviar futuramente o estresse dos discentes do 7º semestre:

Ser mais ouvido pela coordenação, realizar mesa redonda com os alunos. (D6)

Diminuir a pressão psicológica, ter paciência. (D4)

Mais organização durante o estágio. (D1)

Retirar o estudo de caso desse semestre. (D11)

Retirar as disciplinas de oncologia e psiquiatria. (D5)

Todas as sugestões devem ser analisadas e consideradas na medida do possível, porém existem algumas coisas que não podem ser mudadas, como a grade curricular do curso.

Em todas as falas dos discentes evidenciamos uma barreira entre aluno e coordenação, o discente pensa ter pouco espaço para sua pessoa junto aos professores coordenadores, o que nos leva a pensar que esta pesquisa oferecerá à coordenação a oportunidade de repensar uma forma de integração entre eles, proporcionando ao discente mais satisfação, organização e compreensão.

3.3.3 Relacionados à monografia

Este tema causa estresse em todos os discentes, e a maior aflição do discente do 7º semestre é o medo do desconhecido e o despreparo, pois não sabem por onde começar a montar o seu pré-projeto, alguns nunca tiveram a oportunidade ou interesse em ver uma monografia pronta. Em nossa entrevista perguntamos que sugestões deixariam para diminuir o estresse dos alunos do 7º semestre, e com relação à monografia obtivemos as seguintes respostas:

Ensinar melhor a fazer a monografia, deveríamos ter orientador a partir do 7º semestre. (D15)

Iniciar o TCC no 6º semestre, pois o tempo é curto e passa muito rápido. (D12)

Aumentar o tempo para a entrega do pré-projeto. (D13)

Não apresentar o pré-projeto. (D10)

A professora de TCC1 seja mais acessível e tenha mais paciência. (D3)

Como já citamos anteriormente, o discente sente-se despreparado para fazer sua monografia, o importante e que se tenham mais informações sobre o TCC e que a disciplina contribua também para aliviar essa tensão entre o discente e o TCC, é importante que os professores dessa matéria mantenham um equilíbrio favorável ao discente.

Precisamos reconhecer que a postura empática por parte do professor é fundamental para ajudar o aluno, que mesmo estando numa situação diferente da dele devem procurar sentir a especificidade do seu mundo interior. Dessa maneira, exercer a função de catalisadores dos seus significados, sobretudo emocionais, facilitando o processo através da compreensão empática (ESPERIDIÃO, MUNARI, 2004). Para que futuramente o TCC deixe de ser um fator gerador de estresse, é preciso que haja um incentivo a iniciação do TCC, esclarecendo sobre a importância da escolha do tema para que ele vá buscando material necessário a sua pesquisa para quando chegar no 7º semestre ele não esteja totalmente despreparado.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O interesse pelo tema apresentado neste trabalho surgiu no período em que pertencíamos ao 7º semestre, estávamos vivendo um momento muito estressante, então ao buscarmos mais o assunto percebemos que seria importante desenvolver uma pesquisa que pudesse evidenciar mais as principais causas de estresse entre os discentes. O fato de conviver e fazer parte deste universo acadêmico nos possibilitou interagir mais com os entrevistados que se sentiram a vontade em expressar seus sentimentos.

Todavia, neste estudo detectou a existência de várias características evidenciáveis de estresse na população estudada, algumas em maior, outras em menor intensidade. Dentre as várias informações obtidas, os fatores responsáveis pelo estresse dos discentes mais evidentes foram: a coordenação do curso, a biblioteca, o protocolo e o TCC. A insatisfação com a universidade também foi relatada pelos alunos, seria em razão das dificuldades emocionais desses alunos ou de fato a universidade não estariam correspondendo às expectativas de seus discentes do sétimo semestre, desencadeando assim um distúrbio estressante.

Destacamos o estresse nos discentes, como um acontecimento gerado com maior intensidade no 7° semestre, pois todos os discentes afirmaram nunca ter se sentido tão estressado. O discente de enfermagem que já trabalham na área de saúde, na sua maioria apresenta um limiar de tolerância muito baixo, pois a maioria trabalha 40 horas semanais em hospitais e apresentam problemas com sua escala de serviço, pois tem que trabalhar 6 horas diárias ou fazer plantão noturno e, na maioria das vezes chegam ao local de estágio estressados e atrasados, neste aspecto, talvez a colaboração do docente venha há contribuir um pouco para minimizar o estresse gerado no campo de estágio.

A conferência internacional sobre cuidados primários de saúde enfatiza que: “a saúde é o estado de completo bem estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças ou enfermidades” (ALMA - ATA 1978). Contudo, podemos dizer que o discente de enfermagem não se encaixa no conceito de saúde da conferencia internacional de saúde, pois o mesmo enfrenta grandes barreiras no final do curso, pois a carga de estágios torna-se maiores, causando transtornos em seu horário de trabalho, seu gasto com transporte e alimentação aumenta, há uma sobrecarga muito grande que causa esgotamento físico e mental, e às vezes sofrem com a incompreensão do preceptor que passa a ser visto como um agente opressor. Portanto o estresse tem se manifestado de forma significativa e bastante comentado em discentes do sétimo semestre do curso de enfermagem, é comum ouvir alguém dizer: “To estressado”, seja por um motivo ou outro. Segundo Lazarius e Lazarius citado por LIPP (1996), as primeiras referências à palavra “stress”, datam do século XIV com o significado de aflição e adversidade, o seu uso era esporádico e não sistemático.

Não podemos deixar de lado a questão dos distúrbios que nos foram relatados pelos entrevistados, todos os sintomas que foram desencadeados estão descrito nas literaturas que consultamos como uma resposta do organismo ao estresse em que estão vivenciando neste momento.

A colaboração do discente em compartilhar conosco sugestões para melhoria dos fatores estressantes, nos fez perceber que não é preciso que a instituição ou a coordenação do curso tenha que fazer uma grande mudança, basta atentar-se para a opinião dos discentes de uma forma geral, seja por meio de pesquisa de satisfação, ou conversando com o mesmo para que juntos obtenha-se desempenho pessoal e profissional facilitando o processo ensino aprendizado com melhor qualidade e satisfação do discente em estar cursando o 7° semestre de enfermagem. É importante que haja um serviço de apoio ao discente de enfermagem, para que o mesmo sinta-se motivado a concluir a graduação com empenho.

Podemos concluir que o estresse possui diversas causas e que suas conseqüências podem acontecer tanto na esfera física, causando doenças e enfraquecendo o organismo, quanto emocionais, tornando as pessoas depressivas, cansadas, desmotivadas e que o estresse no discente é desencadeado por alguns agentes estressores e, faz se necessário a elaboração de trabalhos futuros, para que haja uma avaliação dos fatores que nos foram relatados, e que sugerimos serem analisados em novas investigações científicas para comparação de dados e possível minimização de problemas.

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1 Acadêmica do 8º semestre do Curso de Enfermagem do Centro Universitário UNIEURO.

2 Orientadora, Enfermeira, Mestre em Enfermagem, Professora do Curso de Enfermagem do Centro Universitário UNIEURO.


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